Ágora dos Leitores – II

Texto 2: A relação do maçom com o trabalho na atualidade
Autor: Vinícius Carlos Figueiredo Félix

O modelo de trabalho vem mudando ao longo dos tempos, uma das razões dessa mudança está diretamente ligada ao aumento exponencial da tecnologia. Contudo, nos últimos meses, isso se intensificou de uma maneira astronômica devido a pandemia do Coronavírus.

Nessa nova dinâmica, muitos modelos de trabalho foram extintos e modelos até então considerados inovadores se tornaram realidade. Temos como exemplo o homeoffice, que era tido apenas como um modelo de trabalho adequado a empresas de desenvolvimento de softwares e hoje já é uma realidade para vários seguimentos e ao contrário do que se acreditava, vem mostrado alta produtividade.

Mas, vale ressaltar que não são todos os trabalhos que se adequam a essa modalidade, setores como saúde, indústrias, transportes e outros serviços essenciais não compartilham deste modelo, porém se adaptaram as novas demandas imposta pela pandemia. E nesta situação vale a reflexão: como se preparar para esse novo cenário? Se especializar em quê? Um profissional com alto conhecimento específico ou generalista, qual o mais atrativo? Aprofundar o conhecimento nas relações interpessoais ou técnicas?

Essas questões são cada dia mais difíceis de responder, as tendências mudam e consequentemente somos forçados a sair da zona de conforto. A revista Valor, publicou uma matéria sobre as áreas de interesse que mais são buscadas pelas empresas, e as áreas de tecnologia da informação, gestão de pessoas e negócios estão mais em evidências. Nesse panorama é possível perceber que o mercado pede, cada dia mais, pessoas com habilidades de se adequar aos novos contextos. Mas qual o papel da maçonaria e do maçom nisso? O maçom é um homem livre, de bons costumes que tem como objetivo o trabalho para seu aprimoramento e o da sociedade.

Durante a história da maçonaria, houve inúmeros membros que trabalharam com assiduidade para a construção de uma humanidade mais esclarecida, com mais direitos e mais trabalho. Mas no cenário atual, onde evidencia-se uma mudança tão notória no trabalho, como a maçonaria e seus membros devem atuar? A resposta não é única, nem pode ser encarada como uma verdade absoluta. Aqui coloco minha opinião enquanto maçom e trabalhador que vive essa mudança e tenta se adaptar.

O mercado de trabalho é exigente, cobrando a cada dia profissionais mais capacitados. Acerca de uma década atrás, quem tinha uma graduação, automaticamente já ganhava os melhores cargos. Hoje, além da graduação é desejável uma pós-graduação -quando fala que é MBA então melhor-, outra língua além do inglês, experiência fora do país (intercâmbio), conhecimentos em vários softwares (não somente o pacote office básico) como SAP, Power Bi, Java, etc. O mercado exige isso como porta de entrada, porém todas as pessoas com esses requisitos terão necessariamente sucesso profissional? Provavelmente a resposta inicial, sem muita reflexão, pode ser sim. Afinal, uma pessoa tão especializada tecnicamente pode parecer perfeita. Esses requisitos do mercado são apenas uma parte, a outra, não tão exposta ou muitas vezes de maneira superficial, “bom network”, são as relações pessoais.

Não somos máquinas, precisamos nos relacionar para evoluir. A experiência de vida, como lidamos com as adversidades, com as frustações e desafios. O aspecto pessoal das relações é vital, determinante de bons resultados e de um ambiente sadio que contribui para o autodesenvolvimento e para as boas relações em todas as esferas, porque um ambiente sadio e produtivo extrapola a empresa. Apesar da expansão da tecnologia, somos seres interdependentes, em que as relações humanas ocupam um papel de destaque. Papel este que está no motivar, no admirar o outro pelo exemplo, no aflorar das virtudes, no cumprimento da ética e na valorização da moral.

Essa concepção de valores e atitudes não aparecem, em muitos casos como pré-requisitos, no entanto, assim como a maçonaria entende que esses valores são essenciais ao bom homem isso também se faz necessário aos bons profissionais.

Pandemia x Tecnologia

Do autor: Vinícius Carlos Figueiredo Félix é Mestre Maçom da ARLS Acadêmica Templários da Serra de São Domingos, nº 4.164, GOB/MG, do Oriente de Poços de Caldas/MG, Rito Moderno. Foi iniciado em 21/06/14, elevado em 18/07/2015, exaltado em 11/12/2015 e instalado em 15/06/2019. Grau 6 no Rito Moderno; Grau 13 do REAA.

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